Num cenário em que o Brasil detém a primeira posição em horas navegadas na Internet, mas metade desse acesso acontece em lan houses, é hora de qualificar a atuação dessas casas na inclusão digital de milhões de brasileiros e adotar soluções eficazes para seus desafios.
Essa é a proposta do wokshop que o projeto CDI LAN fará em 5 de setembro (sábado), destinado a donos e gerentes de lan houses do estado do Rio de Janeiro e apoiado pela Coca Cola, Light e Sebrae. O encontro será no Centro Cultural da Light, das 14 às 18 horas, tendo como principal objetivo identificar lideranças e definir uma agenda de trabalho para o CDI LAN, que pretende transformar as lan houses em negócios sociais sustentáveis e valorizar o uso da tecnologia como ferramenta de mudanças.
O CDI LAN foi lançado no dia 25 de junho, no Rio, com a participação ativa da atriz Regina Casé. O projeto nasceu no CDI - Comitê para Democratização da Informática, ONG que há 14 anos utiliza a tecnologia para transformar vidas e a realidade de comunidades de baixa renda. Com a nova iniciativa, o CDI vai adaptar o seu bem-sucedido modelo de inclusão digital ─ que já favoreceu mais de um milhão de pessoas ─ para o ambiente das lan houses. Assim, elas passarão a oferecer um amplo pacote de cursos e serviços, gerando mais impacto local e resultados.
"As lan houses são lugares estratégicos no combate à exclusão digital, mas podem cumprir um papel bem mais relevante se diversificarem o seu negócio, conquistarem parcerias, apostarem na capacitação de suas equipes e implementarem uma gestão profissional", afirma Rodrigo Baggio, diretor-executivo do CDI. Para Mário Brandão, coordenador do CDI LAN e também fundador da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), as lan houses precisam investir em novos produtos no campo da educação, da cidadania e do empreendedorismo, além de oferecer um atendimento de qualidade. "Os estabelecimentos integrados ao CDI LAN, que se aproximam dos 1.500 em todo o Brasil, vão beneficiar os proprietários e, ao mesmo tempo, os usuários, potencializando a conexão com o mundo virtual", explica ele.
O CDI LAN quer que as casas afiliadas sejam ponte para o conhecimento e a formação de redes sociais e se convertam em polos de aprendizagem, entretenimento saudável e oportunidades. Para apoiar esse processo, elaborou um código de conduta que as lan houses deverão adotar para um funcionamento mais eficiente, ético e responsável e uma melhor imagem junto à sociedade. Com isso, elas ganharão segurança e credibilidade, e, ao invés de fechar suas portas, abrirão cada vez mais as janelas de seus computadores.
Fonte: http://www.maxpress.com.br/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=394471
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Poderiam incluir as escolas de cursos de informatica e qualificação profissional, caracterizadas como cursos livres e não vinculadas a alguma rede de franquias. Em levantamento informal, no estado de São Paulo chegam a mais de 5 mil pontos, que funcionam também como pontos de conhecimento, inclusão digital e cursos de qualificação.
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