segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Identificação de usuário de lan house pode ser obrigatória

Brasil - 18/10/2009

Internet. Comissão do Senado aprova projeto que cria cadastro de internauta nos estabelecimentos

Medida tem objetivo de localizar quem usa computador para cometer crimes
Marcelo Fiuza

Freguesa assídua de uma lan house em Contagem, Priscila Marques, 25, não se importa de preencher um cadastro para usar os serviços da internet da loja. Para ela, a identificação do usuário do computador do estabelecimento é mais uma forma de se ter segurança na web. "É certo, chega de ter problemas com pedofilia, senhas e páginas no Orkut roubadas. Assim, se alguém fizer algo errado, vai ser identificado e terá de pagar por isso", diz.

O que Priscila não sabe é que a prática, já adotada na loja de Contagem, de se identificar os usuários dos computadores dos chamados centros públicos de acesso pago à internet - as lan houses e os cyber cafés - pode se tornar obrigatória em todo o país em breve. A medida está prevista em projeto de lei nº 296/08, do senador Gerson Camata, aprovado na quarta-feira pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A proposta segue para a Câmara e, se for aprovada sem alterações, vai à sanção presidencial.

Defesa. Segundo o senador Eduardo Azeredo, relator do projeto e voto a favor da medida, o objetivo é mesmo combater o crime praticado pela internet.

"É importante para se ter uma responsabilidade do uso dos computadores. Muitos crimes cibernéticos são cometidos em lan house", diz o senador, lembrando que no trabalho de investigação, muitas vezes a polícia identifica o IP (na sigla em inglês, protocolo de internet, ou o endereço do computador), mas depara-se com a máquina instalada em uma lan house sem chegar de fato ao criminoso.

Titular da Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, do Ministério Público de Minas Gerais, Vanessa Fusco confirma a opinião de Azeredo. "Constatamos que há usuários que acessam a internet em lan houses exclusivamente para praticar crimes e várias investigações tiveram de ser interrompidas porque não tínhamos informações sobre quem de fato estava no computador", diz.

Vanessa conta que não há estatísticas sobre o uso de lan houses nos crimes cibernéticos, mas informa que os mais comuns são contra a honra, distribuição de pornografia infantil e estelionato.

Fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital e coordenador da ONG CDI Lan - Comitê de Democratização da Informática, Mário Brandão informa que o cadastro do usuário em si não é ruim. Pelo contrário, seria um "excelente instrumento de marketing e fidelização de clientes" e já praticado por muitos empresários.

Entretanto, Brandão questiona a punição proposta no projeto de lei, que prevê multas de R$ 10 mil a R$ 100 mil para o empresário que não fizer o cadastro. "A média de faturamento mensal do setor é de R$ 3.000 por empresa. Uma multa dessas fecha o negócio", afirma.

Segundo Brandão, a lei também tende a se tornar inóqua com a propagação das redes públicas de wi-fi (internet sem fio) e centros de acesso gratuito à internet mantidos por governos e que não estarão sujeitos à nova lei. "O criminoso vai preferir migrar par os telecentros e locais com wi-fi", opina. (MF)

Minientrevista com Daniel Lopes
‘A lanhouse é responsável’

Qual a relevância do cadastro de usuários de lan houses?
Seria um avanço muito interessante em relação à possibilidade de identificação de autores de atos e condutas ilícitas na internet, porque hoje, ao se fazer uma investigação, com pedido judicial para rastreamento do computador usado, muitas vezes o endereço físico da máquina está em uma lan house. Quando não há dados de quem usou o computador por hora e dia, essa busca é frustrada.

Há alguma jurisprudência sobre o assunto?
Por enquanto não existe lei específica sobre isso em Minas, como há em São Paulo e Paraná, onde até no aeroporto é preciso fazer um cadastro com nome e CPF para usar a internet em lan houses e cyber cafés. Mas já houve decisão recente do Tribunal de Justiça que mencionou que a lan house estava prestando um serviço e era responsável por isso. Ao não identificar o usuário, o empresário assumiu o risco por eventuais prejuízos e danos causados pelos usuários. Ou seja, há uma decisão precedente nesse sentido e essa nova lei vem para regulamentar esse tipo de situação.

Quais são os crimes cibernéticos?
Os mais comuns são crimes contra honra, estelionato e pedofilia. Todos são crimes com penas que variam de reclusão a detenção e multa. (MF)


Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1453&IdCanal=7&IdSubCanal=&IdNoticia=124301&IdTipoNoticia=1

terça-feira, 15 de setembro de 2009

1° Encontro do CDI LAN propõe agenda de ações para lan houses

O encontro foi aberto pelo empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador e diretor-executivo do CDI

Quase metade das horas navegadas na internet, no Brasil, acontece em lan houses. Logo, essas casas de inclusão digital de milhões de brasileiros precisam adotar soluções eficazes para seus desafios. Esta foi a proposta do 1° Encontro do CDI LAN, uma iniciativa do CDI – Comitê para Democratização da Informática. O evento aconteceu no último dia 05, no Centro Cultural da Light, no Rio de Janeiro. Na ocasião, quase 60 donos de lan houses da cidade tiveram a oportunidade de conversar sobre os seus desafios e propor uma agenda de ações para o setor.

Muitos participantes do encontro já estavam afiliados ao CDI LAN, mas pelo menos 10 conhecerem melhor os objetivos da iniciativa e se afiliaram na hora. O projeto CDI LAN, lançado no dia 25 de junho, no Rio de Janeiro, nasceu no CDI, ONG que há 14 anos utiliza a tecnologia para levar cidadania a comunidades carentes. O projeto tem como embaixadora a atriz e apresentadora Regina Casé.

O encontro foi aberto pelo empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador e diretor-executivo do CDI, que destaca as lan houses como locais estratégicos no combate à exclusão digital. “As lan houses podem oferecer cursos profissionalizantes, serviços gráficos, reforço escolar, pacotes turísticos, venda de ingressos e livros, orientação para acesso a sites de empregos e de governo, elaboração de currículos, jogos educativos, auxílio a pesquisas etc. Há um mundo de coisas que elas podem fazer, disponibilizando uma equipe capacitada e atenciosa para todos os tipos de públicos, sejam crianças, idosos, portadores de deficiência etc.” Elas não precisam deixar de ser locais informais, onde os jovens, principalmente, gostam de estar, mas, ao mesmo tempo, devem participar mais ativamente da comunidade onde se situam e da sociedade em geral, desenvolvendo um papel de utilidade pública. “Por que as lan houses não divulgam campanhas sociais, ambientais e muitas outras? Por que não organizam campeonatos virtuais estimulando a interatividade saudável? Por que não investem no conhecimento e autoestima do usuário?”, questiona.

Mário Brandão, coordenador do CDI LAN e fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), ressaltou que as lan houses precisam diversificar o seu negócio, investindo em novos produtos no campo da educação, da cidadania e do empreendedorismo. Um representante do Sebrae, apoiador do encontro, falou ao público e colocou-se à disposição para ajudar as lan houses, sobretudo no que se refere à capacitação de donos e funcionários em administração de negócios.

O encontro foi feito na forma de workshop, dividindo os participantes em grupos para discussões. Eles conversaram e listaram os seus principais desafios. “Pela lista percebemos que falta gestão e orientação de modo geral, mas falta também o apoio do poder público, não só em termos de recursos, mas da criação de uma lei federal pertinente à realidade das lan houses. Não adianta impor regras leoninas, porque isso levará ao fechamento de muitas casas e também dará brechas para ações de transgressão de ambos os lados”, defende Baggio. A lista possui 20 itens, mas cinco deles foram os mais destacados (ver box abaixo). As reuniões do CDI LAN vão prosseguir, junto com a troca de experiências, consultas e busca por soluções.

Baggio afirma que o CDI vai usar toda a sua experiência de 14 anos em inclusão digital para populações de baixa renda em benefício das lan houses. “Em primeiro lugar, vamos capacitar as equipes das lan houses para atendimento ao público; sugerir uma serie de serviços e apoiar a implantação deles; orientar, com a ajuda do Sebrae, em caso de processos, sobretudo o da legalização do negócio; lutar, junto com elas, pelo apoio dos governos, que hoje exaltam em seus discursos a importância das lan houses. Porém, o essencial no momento é garantirmos a maior adesão possível ao CDI LAN, pois a afiliação criará conscientização e coesão”.

Segundo Baggio, o evento foi um sucesso, porque reuniu um número significativo de donos de lan houses, dos mais diversos lugares do Estado do Rio de Janeiro, e mostrou que o CDI LAN é uma iniciativa realmente estratégica para dotar essas casas de um processo de gestão eficiente e de mais serviços, reforçando sua sustentabilidade como negócio social. “Outro aspecto importante foi o reforço de laços, a união de forças em torno de objetivos comuns, para que as lan houses consigam resultados no campo econômico, político e social e melhorem a sua imagem”.

CDI LAN

O CDI oferece cursos de informática, aliados a conteúdos de cidadania e empreendedorismo, em 753 CDIs Comunidade, localizados no Brasil e em outros nove países da América Latina. “Nesses espaços também são oferecidos serviços, às vezes tocados por nossos próprios educadores e ex-alunos. Então, esses cursos e alguns serviços, como o recolhimento de computadores usados, por exemplo, podem estar dentro de uma lan house. Assim, elas se tornarão verdadeiros locais de inclusão digital e social, estimulando oportunidades profissionais, formação de cooperativas, e novos negócios, além de uma convivência sadia entre os seus frequentadores. Com criatividade, é possível pensar em inúmeras possibilidades”, afirma Baggio.

Existem hoje quase 100 mil lan houses no Brasil, muitas delas em comunidades de baixa renda. Neste locais, 48% dos usuários brasileiros se conectam ao mundo virtual, segundo o Comitê Gestor da Internet (CGI). As lan houses são hoje o caminho mais curto para ampliar o acesso à tecnologia. O projeto CDI Lan prevê um código de conduta para as casas que se afiliarem e também uma assessoria no campo da gestão. O objetivo é romper com os estereótipos e preconceitos que ainda cercam as lan houses e fazê-las cumprir um papel relevante nas comunidades onde atuam.
Pontos apontados no 1° Encontro CDI LAN

1 - Incentivo à legalização das lans, que são muito discriminadas em função disso e não conseguem sobrevida longa;

2 - Parcerias para obtenção de softwares proprietários (Microsoft etc.);

3 - Realização de materiais de divulgação do CDI LAN, com fiscalização da conduta das lan houses por parte do CDI LAN;

4 - Identificação dos órgãos fiscalizadores que possam alimentar as lan houses de informações corretas;

5 - Criação de uma tabela de cobrança de serviços para os CDIs LAN, com fixação de valor mínimo;

6 - Elaboração de um manual de orientações para as lan houses aprenderem as melhores formas de contato com órgãos competentes do governo, garantindo-lhes um bom funcionamento;

7 - Construção de um projeto de lei eficiente e adequado às necessidades das lan houses, com o objetivo de garantir uma fiscalização eficaz;

8 - Combate à dificuldade de conexão à Internet de lan houses, em determinados locais e situações

9 - Campanhas contra a concorrência desleal;

10 - Representação sindical das lan houses;

11 - Melhora da imagem pública das lans houses;

12 - Incentivo do Estado para o funcionamento das lan houses;

13 - Criação de linhas de crédito específicas para as lan houses;

14 - Projetos de recolhimento de lixo eletrônico por parte das lan houses;

15 - Diversificação de produtos oferecidos pelas lan houses;

16 - Capacitação de donos e funcionários em gestão e manutenção técnica da lan;

17 - Divulgação dos afiliados ao CDI LAN no site do CDI;

18 - Mais flexibilidade para que jovens menores de 18 anos possam frequentar as CDIs LAN;

19 - Mais oferta de jogos educativos para crianças e adolescentes;

20 - Coibição do abuso de poder por parte dos órgãos fiscalizadores;

21 - Parcerias com empresas e o poder público para alavancar o negócio.

Fonte: http://www.odisseu.com.br/ticeducacao/newsletter/78_14set2009/index.html#materia4

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CDI promove encontro com donos de Lan Houses



Fonte: http://www.info4.com.br/gomateria.asp?Yw=Njgz&YQ=Njgz&bQ=ODEwMDE0MA&bA=MTIwMDE&who=47015

CDI promove encontro com donos de Lan Houses



Fonte: http://www.info4.com.br/gomateria.asp?Yw=Njgz&YQ=Njgz&bQ=ODEwMDE0MA&bA=MTIwMDE&who=47015

Donos de Lan Houses buscam o futuro de seu negócio

Num cenário em que o Brasil detém a primeira posição em horas navegadas na Internet, mas metade desse acesso acontece em lan houses, é hora de qualificar a atuação dessas casas na inclusão digital de milhões de brasileiros e adotar soluções eficazes para seus desafios.

Essa é a proposta do wokshop que o projeto CDI LAN fará em 5 de setembro (sábado), destinado a donos e gerentes de lan houses do estado do Rio de Janeiro e apoiado pela Coca Cola, Light e Sebrae. O encontro será no Centro Cultural da Light, das 14 às 18 horas, tendo como principal objetivo identificar lideranças e definir uma agenda de trabalho para o CDI LAN, que pretende transformar as lan houses em negócios sociais sustentáveis e valorizar o uso da tecnologia como ferramenta de mudanças.

O CDI LAN foi lançado no dia 25 de junho, no Rio, com a participação ativa da atriz Regina Casé. O projeto nasceu no CDI - Comitê para Democratização da Informática, ONG que há 14 anos utiliza a tecnologia para transformar vidas e a realidade de comunidades de baixa renda. Com a nova iniciativa, o CDI vai adaptar o seu bem-sucedido modelo de inclusão digital ─ que já favoreceu mais de um milhão de pessoas ─ para o ambiente das lan houses. Assim, elas passarão a oferecer um amplo pacote de cursos e serviços, gerando mais impacto local e resultados.

"As lan houses são lugares estratégicos no combate à exclusão digital, mas podem cumprir um papel bem mais relevante se diversificarem o seu negócio, conquistarem parcerias, apostarem na capacitação de suas equipes e implementarem uma gestão profissional", afirma Rodrigo Baggio, diretor-executivo do CDI. Para Mário Brandão, coordenador do CDI LAN e também fundador da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), as lan houses precisam investir em novos produtos no campo da educação, da cidadania e do empreendedorismo, além de oferecer um atendimento de qualidade. "Os estabelecimentos integrados ao CDI LAN, que se aproximam dos 1.500 em todo o Brasil, vão beneficiar os proprietários e, ao mesmo tempo, os usuários, potencializando a conexão com o mundo virtual", explica ele.

O CDI LAN quer que as casas afiliadas sejam ponte para o conhecimento e a formação de redes sociais e se convertam em polos de aprendizagem, entretenimento saudável e oportunidades. Para apoiar esse processo, elaborou um código de conduta que as lan houses deverão adotar para um funcionamento mais eficiente, ético e responsável e uma melhor imagem junto à sociedade. Com isso, elas ganharão segurança e credibilidade, e, ao invés de fechar suas portas, abrirão cada vez mais as janelas de seus computadores.

Fonte: http://www.maxpress.com.br/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=394471

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

DEMOCRACIA DIGITAL

5.8.2009| 17h34m.
Enviado por Aydano André Motta

Lan houses sociais
O projeto CDI LAN, do Comitê pela Democratização da Informática, está festejando a marca de mil lan houses afiliadas, por todo o país. Esta é a mais nova iniciativa da ONG pioneira em inclusão digital para populações de baixa renda na América Latina.

Com 14 anos de experiência em comunidades populares de 10 países, o CDI firma com as lan houses um código de conduta, e dá suporte em gestão, para que as casas funcionem como pólos de educação, cultura e entretenimento.
Quanto mais, melhor.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Projetos exploram potencial das lan houses como espaços de cultura, aprendizado e inclusão

16.07.09

Por Taiana Ferraz

No fundo de uma barbearia, um computador. No sulfite impresso, o valor: R$ 2,00 a hora. No ponto mais alto de um pequeno povoado do Maranhão*, um laptop e um aparelho 3G representam o único ponto de internet da região. Ali, como em qualquer lugar do Brasil, os espaços mais diversos têm sido transformados em lan houses. Segundo pesquisa do DataFolha do final de 2008, cerca de 48% do acesso à internet no país acontece dentro delas ou em outros locais públicos.

Além do mecanismo de inclusão digital que naturalmente representam, agora as lan houses são foco de duas iniciativas que buscam explorar outros potenciais desses espaços. Cada uma delas foi pensanda em uma cidade, cada uma com seu ponto de vista, mas com pontos comuns e outros complementares. Ambos os projetos concordam que, hoje, a inclusão digital no Brasil passa pela lan house, com amplo potencial em áreas como a educação, a cultura e a profissionalização.

Usuário em foco

O primeiro projeto se chama Conexão Cultura e sua atuação é direcionada ao usuário. Seu objetivo é oferecer uma solução que leva conteúdo de relevância e qualidade por meio de uma barra de comteúdos instalada no Firefox ou no Internet Explorer.

Novidades sobre Conexão Cultura

Um dos diferenciais do Conexão Cultura é o fato de ele ser desenvolvido em código aberto, o que permitirá que outros desenvolvedores criem aplicativos que rodem dentro dele e que possam ser compatilhados com outros usuários. Para a coordenadora de conteúdo do projeto, Daniela Silva, "isso significa que o que hoje é só um leitor de conteúdo que a gente publica, pode virar uma plataforma de publicação de conteúdo do usuário". Segundo ela, que é quem faz a análise do que está na internet e vai para o Conexão, o aplicativo trará conteúdos como notícias e vídeos dos parceiros institucionais do projeto, como o Itaú Cultutal.

"Há muito conteúdo legal na internet, só que esse conteúdo não chega ao usuário da lan house. Uma das razões pelas quais isso acontece é a maneira como a internet está estruturada e opera hoje: por mecanismo de busca", afirma, pois "o usuário não pode adivinhar que tem que buscar por esse tipo de informação, que não faz parte do seu cotidiano. O Conexão Cultura é uma maneira de mostrar as coisas legais para ele". E essas coisas, o usuário só vê se ele quiser, pois a barra também pode ser omitida.

A concepção e a gestão do projeto são da Fundação Padre Anchieta. O desenvolvimento do conteúdo acontece com a coordenação de Daniela Silva, pela empresa Nunklaki, na Casa de Cultura Digital, compartilhada por diversas outras empresas, ONGs e indivíduos que pensam e trabalham com novas formas de usar a tecnologia digital.

A barra do Conexão Digital já existe, mas está em fase de testes e, por isso, ainda não está instalada em nenhum lugar. De acordo com Daniela Silva, uma parceria está sendo fechada com o Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do Estado de São Paulo, para a instalação da barra. O projeto pretende se expandir para outros centros públicos de acesso do país e chegar às lan houses. "É nesse espaço de aprendizagem informal que as crianças estão indo para adquirir seus conhecimentos, para adquirir cultura, para produzir e trocar. Todo o processo bacana de internet, de colaboração e geração de oportunidades que existe nisso não pode ficar restrito a quem tem internet em casa", diz.

Jogo do ganha-ganha

"Na verdade, o Conexão Digital já é importante pelo simples fato de que ele pode interligar as lan houses do Brasil em torno de alguma coisa que, neste caso, é um projeto que tem um escopo de cultura, de educação, de serviço público e de inclusão digital", afirma Daniela Silva.

Contudo, os membros do projeto ainda buscam maneiras de levá-lo às lans. Ela sugere que entre as vantagens que poderiam ser oferecidas para os donos de lan houses estariam os fatos de eles estarem ligados a uma rede de pessoas que fazem parte desse mesmo projeto e ao valor que a marca da Fundação Padre Anchieta dá, além de oferecer um conteúdo diferenciado para as pessoas que usam a lan house.

Outro plano do Conexão Cultura é um "esquema de recompensa", em que o usuário é recompensado: quanto mais acessa esse conteúdo, mais pontos ele junta, os quais ele pode trocar por livros, CDs, ingresso para o cinema etc.
"Assim, incentivamos o acesso e fazemos essa transferência de valor das instituições para essas pessoas. No fim, todo mundo sai ganhando: as instituições ganham público, audiência, relevância, e as pessoas ganham mais cultura e oportunidade", conclui Daniela Silva.

Foco nos donos de lan houses

O outro projeto chama-se CDI Lan e tem como alvo os donos de lan houses de todo o país. Seu objetivo é qualificá-los para expandir a experiência de navegação de tantos usuários. Dessa forma, esses profissionais podem servir como agente facilitadores e não só como as pessoas que oferecem máquinas com internet.

Novidades sobre o CDI Lan

"Falar de lan house é assim: me perguntam o que uma pessoa pode fazer em uma lan house. Então eu contrapergunto: o que uma pessoa pode fazer na internet? Só que a experiência de navegação que as lan houses oferecem para o usuário é pobre: cada um senta em seu computador e eventualmente o dono da lan house ensina a abrir uma conta no Orkut e no MSN. Mas a internet é muito mais do que isso. Na internet, você pode estudar, fazer compras, tirar certidão, se preparar para concurso, fazer curso profissionalizante e até pós-graduação", afirma Mário Brandão, coordenador do CDI Lan e fundador da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID).

O CDI Lan começou a trabalhar oficialmente no último dia 25 de junho no Rio de Janeiro. Foi idealizado pelo CDI (Comitê para Democratização da Informática), apoiado pela ABCID e tem como embaixadora a atriz e apresentadora Regina Casé. O projeto pretende reunir os donos de lan houses de todo o país sob um código de conduta em que eles assumem compromissos como facilitar o acesso de pessoas com deficiência, divulgar campanhas sociais e zelar por questoes ambientais. Além disso, outros proprietários de lan houses, membros da ABCID, que passaram por esta mesma experiência, estão desenvolvendo videoaulas para capacitar os colegas em relação ao empreendedorismo e em relação ao que é o negócio deles. Segundo Mário Brandão, o CDI Lan está firmando parcerias com universidades e pretende, ainda, promover encontros entre donos de lan houses e potenciais parceiros.

O coordenador conta, ainda, que em cinco dias já estavam afiliadas 125 lans e que a expectativa é de que sejam 500 até o final de julho. Outro ponto importante do projeto é a ausência de custo para o dono de lan house. Para tanto, serão estabelecidas parcerias com empresas que possam ter interesse em investir no ramo, como por exemplo, uma empresa que queira anunciar no papel de parede dessas lans. Neste caso, o empresário pagaria ao dono da lan pela publicidade e uma pequena porcentagem serviria para pagar os profissionais reponsáveis pelo acompanhamento e estruturação desses processos. A orientação do CDI Lan será no sentido de promover esses acordos comerciais com os estabelecimentos mais próximos das lan houses, como a padaria, o supermercado ou a farmácia da esquina. ¨É uma maneira criativa de ter um desenvolvimento com teu entorno¨, diz Mário Brandão.

Segurança e boa conduta

O CDI Lan também se preocupa em desmontar a imagem negativa que as lans têm perante a sociedade e perante os educadores. Mário Brandão cita como exemplo a nossa legislação, que, segundo ele, "sempre serviu para criar entraves para o ramo, visto como casa de jogo, sem nenhuma perspectiva de contribuição social".

Além disso, existe a percepção de que usar lan houses é inseguro, o que ele rebate: "Para o dono da lan, máquina parada é prejuizo e, se ele não tiver uma estrutura de segurança com anti virus, antifish, antikeylocker, seus computadores param a cada dez minutos e a internet fica lenta. O cara que não tem essses cuidados, o computador dele vai parar e quebrar tanto que ele vai fechar em dois meses. Então, se o cara tem mais de seis meses, pode ter certeza de que ele tem proteção."

Mário Brandão conta que uma das maneiras de mudar essa imagem é simplesmente comunicar ao cliente que o seu espaço tem cuidado com a segurança dele, com menor de idade, com conteúdo impróprio etc. Assim, ele passa uma nova imagem, mais profissional, mais responsável, e consegue aumentar seu público e, consequentemente, sua receita.

Veja abaixo vídeo sobre o CDI Lan

Veja vídeo da Central da Periferia, produzido pela TV Globo, sobre a expansão das lan houses

* A repórter Taiana Ferraz finalizou o texto na lan house descrita durante uma viagem que fez ao Maranhão no começo de julho.

Fonte: Instituto Claro - http://www.institutoclaro.org.br/observatorio/noticias/detalhe/projetos-exploram-potencial-das-lan-houses-como-espacos-de-cultura-aprendizado-e-inclus-o

domingo, 8 de março de 2009

CDI Minas - Tenda na Praça da Liberdade promove batismo na web - Estado de Minas

Junia Oliveira - Estado de Minas


Aos 62 anos, Maurina de Abreu quer ter mais contato com a rede

As mãos controlam o mouse enquanto os olhos atentos se fixam na tela em busca das ferramentas básicas do computador. Programas e acessórios são descobertos com entusiasmo pela aposentada Maurina de Abreu Rezende, de 65 anos. A moradora do Bairro Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte, saiu de casa, na manhã de sábado, para um importante compromisso, na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul da capital: aprender a lidar com o mundo digital para um propósito bem maior. “Quero mexer na internet para fumar menos. Já fiz de tudo, mas não consigo parar. Pensando mais, vou rejuvenescer em vez de envelhecer”, disse. Assim como Maurina, várias pessoas de BH e do interior receberam as bênçãos do mundo digital e foram “batizadas” em plena praça pública.

O evento ocorreu durante todo o dia, numa tenda armada em frente ao Palácio dos Despachos, uma estrutura equipada com 50 computadores e 100 monitores treinados para ajudar os interessados em dar os primeiros passos no campo da informática. O “batismo digital” é uma iniciativa inédita em Minas, resultado da parceria entre Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Ministério Público e lan houses. A mobilização de sábado envolveu a participação de 58 Centros Vocacionais Tecnológicos, 457 Telecentros e cerca de 50 lan houses.

Foram oferecidas duas modalidades. A versão 1.0 deu noções básicas do computador para navegantes de primeira viagem, que nunca tiveram contato com a internet. A 2.0 foi destinada àqueles que já conhecem a web, navegam com facilidade, mas não têm tanta intimidade com as suas ferramentas e potencialidades. O público teve acesso ainda a uma série de oficinas, que abordaram temas como internet segura, programas de inclusão digital do governo estadual e o uso da web para a promoção de negócios e inovação.

Segundo Marinella Impelizieri, diretora de Desenvolvimento e Ensino da Subsecretaria de Inovação e Inclusão Digital, ligada à Sectes, a proposta é tornar o projeto itinerante e ampliar as ações. “Inicialmente, o foco era inserir as pessoas no mundo digital. Hoje, queremos ir além dessa ‘alfabetização’ e promover o batismo 2.0, que é a apresentação de ferramentas para trabalhar a inovação e a tecnologia”, afirmou.

Para o presidente da Associação das Lan Houses de Minas Gerais (Almig), André Rubens Simões, o evento é também uma oportunidade de ressaltar a imagem positiva das lojas do ramo: “Hoje, 50% do acesso à internet no Brasil é feito nas lan houses. Em todo segmento há aqueles que não praticam o bem e, aqui, temos a oportunidade de explicar como filtrar isso”. Segundo ele, BH tem 560 lan houses associadas, mas a estimativa é de que haja 93 mil em todo o Brasil, das quais 10 mil em Minas. “É um lugar de uso rápido, fácil e com a assessoria do dono, que pode ajudar quem está usando o serviço”, relatou.

E foi essa a dica que o estudante Naan Santos Andrade, de 15 anos, deu ao seu aluno Francisco Rezende Filho, de 62. O técnico em eletrônica, que não tem tempo de fazer um curso longo por causa do trabalho, está em busca de algo prático e eficaz: “Conheço tudo de equipamentos de áudio e vídeo, mas sou nota zero em matéria de computador”. O garoto, monitor voluntário, ajudou Francisco a entender um pouco mais sobre os mistérios da rede mundial. “Como ele está mais interessado em pesquisar na internet, acho que a lan house é um lugar bacana para aprender, porque tem muitas máquinas e instrutores para explicar”, disse Naan.

Durante o batismo, outro aspecto estava evidente: não importava a idade para aprender nem para ensinar. O universitário Bruno Augusto Teixeira, de 19, aproveitou o sábado longe da faculdade para, durante alguns minutos, ser o responsável pelo primeiro contato de muitas pessoas com a era digital. “É uma forma de passar os meus conhecimentos a quem não tem e isso é muito legal”, destacou. A estudante Cristiane Bruna da Costa, de 17, também gostou da experiência e, com paciência, ensinava Iago da Costa, de 9 anos, que não consegue imaginar a vida sem o computador, a navegar por um site de buscas e a usar o e-mail. “Gostei muito do curso que fiz no Comitê de Democratização da Informática (CDI) e gostaria de passar para a frente o que me foi ensinado”, ressaltou Cristiane.

terça-feira, 3 de março de 2009

CDI Minas - Mineiros vão receber 'batismo digital' no próximo sábado - Estado de Minas

Inclusão digital terá parceria do Governo, MP e lan houses

Elaine Pereira - Portal Uai

Uma aliança inédita vai para acelerar a inclusão digital, gerar empregabilidade e fomentar o empreendedorismo em Minas no próximo sábado. O Governo de Minas, a promotoria pública e as lan houses vão promover o Batismo Digital, ação onde os mineiros poderão ingressar ou entender melhor o mundo da informação digital.

Uma tenda na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, vai disponibilizar 50 computadores e 100 agentes treinados para os interessados. Cerca de 200 lan houses na capital e 360 no interior já se comprometeram a oferecer a sua estrutura para realizar o batismo gratuitamente, no dia do evento.

Oficinas gratuitas
A agenda do evento, inteiramente gratuita, traz uma série de oficinas realizadas simultaneamente ao batismo. Os temas abordados serão: Internet Segura; Programas de Inclusão Digital do Governo de Minas; Utilização da Web 2.0 para a promoção de Negócios e Inovação; além do papel das Lan houses na inclusão social.

A iniciativa inédita é resultado de uma aliança entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Ministério Público e as lan houses. Estarão envolvidos 58 Centros Vocacionais Tecnológicos, 457 Telecentros e cerca de 560 lan houses da capital e interior de Minas Gerais.

Inclusão em dois níveis
Destinado a escolas municipais, público da terceira idade, pais de família, jovens e demais interessados, o batismo terá duas modalidades: 1.0, oferecendo noções básicas de uso do PC para navegantes de primeira viagem, que nunca tiveram contato com a internet; e 2.0 para aqueles que já conhecem a Web, navegam com facilidade, mas não têm tanta intimidade com as suas ferramentas e potencialidades.

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro já realizam o evento desde 2005, por meio de uma parceria entre Comitê para Democratização da Informática (CDI) e a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), dentro da programação do Mês da Inclusão Digital, em março.

Navegação Segura
O Batismo Digital é uma oportunidade de aproximar as pessoas do ciberespaço, fazendo com que saibam aproveitar as ferramentas colocadas à disposição de todos, por meio da Internet, e, sobretudo, aprendendo a navegar com segurança.

Por isso, um dos focos do evento é a conscientização da população sobre os riscos da navegação na internet. O Ministério Público, por meio da Promotoria de Combate a Crimes Cibernéticos, vai oferecer palestras educativas voltadas aos pais de jovens internautas sobre os cuidados a serem tomados para evitar crimes virtuais. O conteúdo envolve a navegação em redes de relacionamento (Orkut, Facebook, Myspace, Peabirus, Via6), salas de bate-papo, envio de mensagens por e-mail e comércio eletrônico.

Empreendedorismo
o evento também vai impulsionar quem quiser usar ferramentas web no seu negócio. O foco desta ação do TeiaMG (Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação Aplicados (TeiaMG) são empresas, autarquias, órgãos públicos, instituições de ensino, sindicatos e associações.

Serviço
Batismo Digital em Minas Gerais
Dia: 7 de março de 2009
Local: Praça da Liberdade (em frente ao Palácio dos Despachos), Belo Horizonte – MG.
Horário: 9h às 17h

Mais informações: (31) 3247-2073 - (31) 4063-9603

(As informações são da Agência Minas)