quinta-feira, 13 de maio de 2010

ONGs querem transformar lan houses em centros de inclusão

Veja aqui reportagem exibida pelo programa Repórter Brasil, da TV Brasil, no dia 13 de maio de 2010.

Apenas 0,55% das lan houses poderão ser beneficiadas por plano de banda larga, diz associação

Fonte: Pernambuco.com - PE

Das 108 mil lan houses existentes no país, apenas 600 terão condições de ser beneficiadas pela linha de crédito que será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Isso corresponde a pouco mais do que 0,55% do total de empreendimentos do tipo.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (Abcid), Mário Brandão. A associação agrega 11,7 mil empreendimentos como lan houses, lojas de conveniência digital, cyber cafés e centros públicos de acesso à internet.

A Abcid foi uma das entidades consultadas pelo governo durante a elaboração do PNBL. “Existem, no Brasil, 108 mil lan houses. Destas, apenas 15 mil têm CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], e 3,8 mil têm alvará de funcionamento. Se considerarmos as que têm patrimônio empresarial ou pessoal para ter acesso a empréstimos, esse número cai para 800. E se o crivo de corte do cartão do BNDES não mudar, apenas 600 dos 108 mil empreendimentos poderão ser beneficiados”, disse Brandão à Agência Brasil.

Segundo ele, da forma como está, o PNBL não atingirá o foco do programa, que são as classes C, D, e E. “Será muito crédito para poucas pessoas. Apenas as lans localizadas nas áreas mais ricas, principalmente de aeroportos e dos pontos turísticos, pegarão esse crédito, não atingindo as pessoas de mais baixa renda que, conforme foi anunciado, seriam as focadas pelo plano.”

O coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, disse, durante o lançamento do PNBL, que a estimativa é de que o BNDES disponibilize uma linha de crédito de R$ 6,5 bilhões para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional, e uma de R$ 1 bilhão para financiamento de micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses, por meio do cartão BNDES.

“Nossa proposta ao governo é que ele use o microcrédito ou uma estrutura de crédito solidário. Assim, beneficiará um número maior de telecentros. Com isso, surgirão novos empreendimentos e novos operadores no mercado”, argumenta o presidente da Abcid.

Ele estima que o custo para montar uma lan house varie de R$ 10 mil a R$ 30 mil. O custo operacional, afirma, é de cerca de R$ 1,5 mil, e a receita média, de R$ 3 mil.

“Mas em termos gerais o plano é positivo porque mostra que o governo está sinalizando entender a internet como direito fundamental, e que está liberando recursos para isso. É um sinal fantástico, ainda que apresente falhas. Por mais que errem, uma hora vão acertar, principalmente a partir do diálogo que será promovido pelos fóruns”, avalia Brandão.

“No entanto é importante que ele transponha o que ouviu de algumas entidades consultadas para materializar, na ponta, as boas ideias em elementos práticos e palpáveis. Caso contrário, vira letra morta, e não cumpre o que foi proposto, fica lembrado como algo que foi anunciado e capitalizado politicamente, mas que, no entanto, não teve funcionamento prático”, completa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

BNDES vai oferecer crédito a lan house

Fonte: Extra - RJ

Proposta sobre lan houses será debatida em SP e no RJ

Fonte: TI Inside Online - SP

A Comissão Especial das Lan Houses realizará conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro para debater o Projeto de Lei 4361/04, que regulamenta o funcionamento das lan houses no País. Segundo o autor do requerimento aprovado na terça-feira, 4, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a realização dessas conferências contribuirá para o aprimoramento do debate sobre o tema. Representantes de entidades que atuam na questão da inclusão digital e de lan houses serão convidados a participar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Falta sustentabilidade às Lans Houses no Brasil

Fonte: Convergência Digital - SP

A formalização das lan houses não é suficiente para estimular o setor. Para a Brasscom, entidade que representa as empresas de TI, os legisladores que tratam do assunto na Câmara dos Deputados precisam atentar para o fato de que essas casas de acesso pago não contam com gestão profissional e, em geral, não são sustentáveis. Daí a importância de um trabalho de qualificação dos empreendimentos e a procura de novas formas de retorno financeiro.

“Chamar as lan houses de outra coisa, simplesmente mudar a legislação, não vai funcionar. O grande problema é a sustentabilidade, e as lan houses não são sustentáveis. Em geral são apêndices de outros negócios“, afirma o diretor de centos de inclusão digital da Brasscom, Nelson Sany Wortsman. Ele participou, nesta terça-feira, 4/5, de audiência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute um projeto para fomentar a formalização das lan houses.

Dados do Mapa da Inclusão Digital, do Ibict - ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia - sustentam essa visão. Segundo a coordenadora do MID, Anaiza Caminha Gaspar, o Mapa mostra que 69% das lan houses surgem como novos negócios de microempreendederes - e 31% delas são montadas nas próprias residências de seus donos.

Wortsman explica que a Brasscom, em conjunto com Sebrae, CDI, indústrias de TI e proprietários de lan house, busca uma remodelagem das lan houses, transformando-as em Centros Públicos de Acesso e, mais importante, viabilizando uma série de atividades que possam reforçar a capacidade econômica desses pequenos negócios.

“Queremos criar um novo conceito, e isso não é uma lan house, mas uma CPA - associação público-privados - agregando e-commerce, e-business, serviços bancários, e-gov, educação. Existem muitos usuários em potencial, como o próprio Sebrae, que tem interesse em programas voltados à educação à distância e se propõe a profissionalizar os gestor”, insiste Wortsman.

Segundo ele, essa profissionalização é fundamental porque são pequenos negócios que, muitas vezes, perdem recursos. “Não há gestão em lan house. Eles comem depreciação e acham que estão ganhando dinheiro”, lamenta.

Naturalmente, a Brasscom mira na ampliação do mercado potencial de fabricantes de equipamentos e, especialmente, fornecedores de software. Mas sustenta que o reforço na sustentabilidade das lan houses traria benefícios diretos ao país.

“A formalização da lan house representa uma grande modernização para o país, em termos de tecnologia, de financiamento, de redução da pirataria, além de colocarmos na economia formal quase 200 mil pessoas”, afirma Wortsman. “Na hora que elas forem legais, certamente os fornecedores de software terão preços simbólicos”, conclui.

Lan houses podem virar franquia

Fonte: Brasil Econômico - SP