sexta-feira, 8 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Um canal transformador
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Lan houses preparam ação coordenada para ensinar informática a idosos
Fonte: IDGNow! - Online
Iniciativa será articulada em vários estados e contará com a participação de 31 lan houses associadas ao CDI Lan.
Batismo Digital da 3ª Idade . Esse é o nome de uma ação organizada por 31 donos de lan houses, cujo início está marcado para o próximo sábado (04/9). O objetivo da iniciativa é ensinar idosos interessados no uso de computadores e internet.
Sem fins lucrativos, a projeto deverá ser executado durante quatro sábados seguidos, por quantos inscritos houver. As lan houses associadas ao CDI Lan – divisão do Comitê para Democratização da Informática que promove a inclusão digital via lan houses - serão responsáveis por disponibilizar a tutoria ao público atendido. Ficará a cargo dos organizadores a escolha da metodologia de ensino.
"O Brasil é muito grande para se delimitar a metodologia. Em alguns Estados, pode ser mais comum o idoso ter o ensino médio completo, enquanto em outros não. Cada lan house conhece seu público", justifica o analista de projetos do CDI Lan, Rafael Pires, que supervisiona o evento.
A sugestão da entidade é que as lan houses utilizem o programa Oldnet, desenvolvido pela ONG Cidade Escola Aprendiz, do jornalista Gilberto Dimenstein, como material de base. O modelo consiste na promoção da inclusão digital a partir do encontro de gerações - jovens ensinam informática a idosos.
A organização do Batismo Digital da 3ª Idade está sendo feita de maneira colaborativa, em um fórum online. Os proprietários envolvidos discutem desde o desenvolvimento de um roteiro para as aulas, passando pela elaboração de uma ficha de inscrição padronizada, até a divulgação da iniciativa.
Todo o processo criativo e a coordenação da iniciativa estão sendo feitos por um número crescente de lan houses interessadas na promoção da inclusão digital para idosos. O CDI Lan se responsabiliza pelos meios e tecnologias que possibilitam o desenvolvimento da ação.
Iniciativa será articulada em vários estados e contará com a participação de 31 lan houses associadas ao CDI Lan.
Batismo Digital da 3ª Idade . Esse é o nome de uma ação organizada por 31 donos de lan houses, cujo início está marcado para o próximo sábado (04/9). O objetivo da iniciativa é ensinar idosos interessados no uso de computadores e internet.
Sem fins lucrativos, a projeto deverá ser executado durante quatro sábados seguidos, por quantos inscritos houver. As lan houses associadas ao CDI Lan – divisão do Comitê para Democratização da Informática que promove a inclusão digital via lan houses - serão responsáveis por disponibilizar a tutoria ao público atendido. Ficará a cargo dos organizadores a escolha da metodologia de ensino.
"O Brasil é muito grande para se delimitar a metodologia. Em alguns Estados, pode ser mais comum o idoso ter o ensino médio completo, enquanto em outros não. Cada lan house conhece seu público", justifica o analista de projetos do CDI Lan, Rafael Pires, que supervisiona o evento.
A sugestão da entidade é que as lan houses utilizem o programa Oldnet, desenvolvido pela ONG Cidade Escola Aprendiz, do jornalista Gilberto Dimenstein, como material de base. O modelo consiste na promoção da inclusão digital a partir do encontro de gerações - jovens ensinam informática a idosos.
A organização do Batismo Digital da 3ª Idade está sendo feita de maneira colaborativa, em um fórum online. Os proprietários envolvidos discutem desde o desenvolvimento de um roteiro para as aulas, passando pela elaboração de uma ficha de inscrição padronizada, até a divulgação da iniciativa.
Todo o processo criativo e a coordenação da iniciativa estão sendo feitos por um número crescente de lan houses interessadas na promoção da inclusão digital para idosos. O CDI Lan se responsabiliza pelos meios e tecnologias que possibilitam o desenvolvimento da ação.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
ONGs querem transformar lan houses em centros de inclusão
Veja aqui reportagem exibida pelo programa Repórter Brasil, da TV Brasil, no dia 13 de maio de 2010.
Apenas 0,55% das lan houses poderão ser beneficiadas por plano de banda larga, diz associação
Fonte: Pernambuco.com - PE
Das 108 mil lan houses existentes no país, apenas 600 terão condições de ser beneficiadas pela linha de crédito que será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Isso corresponde a pouco mais do que 0,55% do total de empreendimentos do tipo.
A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (Abcid), Mário Brandão. A associação agrega 11,7 mil empreendimentos como lan houses, lojas de conveniência digital, cyber cafés e centros públicos de acesso à internet.
A Abcid foi uma das entidades consultadas pelo governo durante a elaboração do PNBL. “Existem, no Brasil, 108 mil lan houses. Destas, apenas 15 mil têm CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], e 3,8 mil têm alvará de funcionamento. Se considerarmos as que têm patrimônio empresarial ou pessoal para ter acesso a empréstimos, esse número cai para 800. E se o crivo de corte do cartão do BNDES não mudar, apenas 600 dos 108 mil empreendimentos poderão ser beneficiados”, disse Brandão à Agência Brasil.
Segundo ele, da forma como está, o PNBL não atingirá o foco do programa, que são as classes C, D, e E. “Será muito crédito para poucas pessoas. Apenas as lans localizadas nas áreas mais ricas, principalmente de aeroportos e dos pontos turísticos, pegarão esse crédito, não atingindo as pessoas de mais baixa renda que, conforme foi anunciado, seriam as focadas pelo plano.”
O coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, disse, durante o lançamento do PNBL, que a estimativa é de que o BNDES disponibilize uma linha de crédito de R$ 6,5 bilhões para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional, e uma de R$ 1 bilhão para financiamento de micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses, por meio do cartão BNDES.
“Nossa proposta ao governo é que ele use o microcrédito ou uma estrutura de crédito solidário. Assim, beneficiará um número maior de telecentros. Com isso, surgirão novos empreendimentos e novos operadores no mercado”, argumenta o presidente da Abcid.
Ele estima que o custo para montar uma lan house varie de R$ 10 mil a R$ 30 mil. O custo operacional, afirma, é de cerca de R$ 1,5 mil, e a receita média, de R$ 3 mil.
“Mas em termos gerais o plano é positivo porque mostra que o governo está sinalizando entender a internet como direito fundamental, e que está liberando recursos para isso. É um sinal fantástico, ainda que apresente falhas. Por mais que errem, uma hora vão acertar, principalmente a partir do diálogo que será promovido pelos fóruns”, avalia Brandão.
“No entanto é importante que ele transponha o que ouviu de algumas entidades consultadas para materializar, na ponta, as boas ideias em elementos práticos e palpáveis. Caso contrário, vira letra morta, e não cumpre o que foi proposto, fica lembrado como algo que foi anunciado e capitalizado politicamente, mas que, no entanto, não teve funcionamento prático”, completa.
Das 108 mil lan houses existentes no país, apenas 600 terão condições de ser beneficiadas pela linha de crédito que será disponibilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Isso corresponde a pouco mais do que 0,55% do total de empreendimentos do tipo.
A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (Abcid), Mário Brandão. A associação agrega 11,7 mil empreendimentos como lan houses, lojas de conveniência digital, cyber cafés e centros públicos de acesso à internet.
A Abcid foi uma das entidades consultadas pelo governo durante a elaboração do PNBL. “Existem, no Brasil, 108 mil lan houses. Destas, apenas 15 mil têm CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], e 3,8 mil têm alvará de funcionamento. Se considerarmos as que têm patrimônio empresarial ou pessoal para ter acesso a empréstimos, esse número cai para 800. E se o crivo de corte do cartão do BNDES não mudar, apenas 600 dos 108 mil empreendimentos poderão ser beneficiados”, disse Brandão à Agência Brasil.
Segundo ele, da forma como está, o PNBL não atingirá o foco do programa, que são as classes C, D, e E. “Será muito crédito para poucas pessoas. Apenas as lans localizadas nas áreas mais ricas, principalmente de aeroportos e dos pontos turísticos, pegarão esse crédito, não atingindo as pessoas de mais baixa renda que, conforme foi anunciado, seriam as focadas pelo plano.”
O coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, disse, durante o lançamento do PNBL, que a estimativa é de que o BNDES disponibilize uma linha de crédito de R$ 6,5 bilhões para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional, e uma de R$ 1 bilhão para financiamento de micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses, por meio do cartão BNDES.
“Nossa proposta ao governo é que ele use o microcrédito ou uma estrutura de crédito solidário. Assim, beneficiará um número maior de telecentros. Com isso, surgirão novos empreendimentos e novos operadores no mercado”, argumenta o presidente da Abcid.
Ele estima que o custo para montar uma lan house varie de R$ 10 mil a R$ 30 mil. O custo operacional, afirma, é de cerca de R$ 1,5 mil, e a receita média, de R$ 3 mil.
“Mas em termos gerais o plano é positivo porque mostra que o governo está sinalizando entender a internet como direito fundamental, e que está liberando recursos para isso. É um sinal fantástico, ainda que apresente falhas. Por mais que errem, uma hora vão acertar, principalmente a partir do diálogo que será promovido pelos fóruns”, avalia Brandão.
“No entanto é importante que ele transponha o que ouviu de algumas entidades consultadas para materializar, na ponta, as boas ideias em elementos práticos e palpáveis. Caso contrário, vira letra morta, e não cumpre o que foi proposto, fica lembrado como algo que foi anunciado e capitalizado politicamente, mas que, no entanto, não teve funcionamento prático”, completa.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Proposta sobre lan houses será debatida em SP e no RJ
Fonte: TI Inside Online - SP
A Comissão Especial das Lan Houses realizará conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro para debater o Projeto de Lei 4361/04, que regulamenta o funcionamento das lan houses no País. Segundo o autor do requerimento aprovado na terça-feira, 4, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a realização dessas conferências contribuirá para o aprimoramento do debate sobre o tema. Representantes de entidades que atuam na questão da inclusão digital e de lan houses serão convidados a participar.
A Comissão Especial das Lan Houses realizará conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro para debater o Projeto de Lei 4361/04, que regulamenta o funcionamento das lan houses no País. Segundo o autor do requerimento aprovado na terça-feira, 4, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a realização dessas conferências contribuirá para o aprimoramento do debate sobre o tema. Representantes de entidades que atuam na questão da inclusão digital e de lan houses serão convidados a participar.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Falta sustentabilidade às Lans Houses no Brasil
Fonte: Convergência Digital - SP
A formalização das lan houses não é suficiente para estimular o setor. Para a Brasscom, entidade que representa as empresas de TI, os legisladores que tratam do assunto na Câmara dos Deputados precisam atentar para o fato de que essas casas de acesso pago não contam com gestão profissional e, em geral, não são sustentáveis. Daí a importância de um trabalho de qualificação dos empreendimentos e a procura de novas formas de retorno financeiro.
“Chamar as lan houses de outra coisa, simplesmente mudar a legislação, não vai funcionar. O grande problema é a sustentabilidade, e as lan houses não são sustentáveis. Em geral são apêndices de outros negócios“, afirma o diretor de centos de inclusão digital da Brasscom, Nelson Sany Wortsman. Ele participou, nesta terça-feira, 4/5, de audiência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute um projeto para fomentar a formalização das lan houses.
Dados do Mapa da Inclusão Digital, do Ibict - ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia - sustentam essa visão. Segundo a coordenadora do MID, Anaiza Caminha Gaspar, o Mapa mostra que 69% das lan houses surgem como novos negócios de microempreendederes - e 31% delas são montadas nas próprias residências de seus donos.
Wortsman explica que a Brasscom, em conjunto com Sebrae, CDI, indústrias de TI e proprietários de lan house, busca uma remodelagem das lan houses, transformando-as em Centros Públicos de Acesso e, mais importante, viabilizando uma série de atividades que possam reforçar a capacidade econômica desses pequenos negócios.
“Queremos criar um novo conceito, e isso não é uma lan house, mas uma CPA - associação público-privados - agregando e-commerce, e-business, serviços bancários, e-gov, educação. Existem muitos usuários em potencial, como o próprio Sebrae, que tem interesse em programas voltados à educação à distância e se propõe a profissionalizar os gestor”, insiste Wortsman.
Segundo ele, essa profissionalização é fundamental porque são pequenos negócios que, muitas vezes, perdem recursos. “Não há gestão em lan house. Eles comem depreciação e acham que estão ganhando dinheiro”, lamenta.
Naturalmente, a Brasscom mira na ampliação do mercado potencial de fabricantes de equipamentos e, especialmente, fornecedores de software. Mas sustenta que o reforço na sustentabilidade das lan houses traria benefícios diretos ao país.
“A formalização da lan house representa uma grande modernização para o país, em termos de tecnologia, de financiamento, de redução da pirataria, além de colocarmos na economia formal quase 200 mil pessoas”, afirma Wortsman. “Na hora que elas forem legais, certamente os fornecedores de software terão preços simbólicos”, conclui.
A formalização das lan houses não é suficiente para estimular o setor. Para a Brasscom, entidade que representa as empresas de TI, os legisladores que tratam do assunto na Câmara dos Deputados precisam atentar para o fato de que essas casas de acesso pago não contam com gestão profissional e, em geral, não são sustentáveis. Daí a importância de um trabalho de qualificação dos empreendimentos e a procura de novas formas de retorno financeiro.
“Chamar as lan houses de outra coisa, simplesmente mudar a legislação, não vai funcionar. O grande problema é a sustentabilidade, e as lan houses não são sustentáveis. Em geral são apêndices de outros negócios“, afirma o diretor de centos de inclusão digital da Brasscom, Nelson Sany Wortsman. Ele participou, nesta terça-feira, 4/5, de audiência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute um projeto para fomentar a formalização das lan houses.
Dados do Mapa da Inclusão Digital, do Ibict - ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia - sustentam essa visão. Segundo a coordenadora do MID, Anaiza Caminha Gaspar, o Mapa mostra que 69% das lan houses surgem como novos negócios de microempreendederes - e 31% delas são montadas nas próprias residências de seus donos.
Wortsman explica que a Brasscom, em conjunto com Sebrae, CDI, indústrias de TI e proprietários de lan house, busca uma remodelagem das lan houses, transformando-as em Centros Públicos de Acesso e, mais importante, viabilizando uma série de atividades que possam reforçar a capacidade econômica desses pequenos negócios.
“Queremos criar um novo conceito, e isso não é uma lan house, mas uma CPA - associação público-privados - agregando e-commerce, e-business, serviços bancários, e-gov, educação. Existem muitos usuários em potencial, como o próprio Sebrae, que tem interesse em programas voltados à educação à distância e se propõe a profissionalizar os gestor”, insiste Wortsman.
Segundo ele, essa profissionalização é fundamental porque são pequenos negócios que, muitas vezes, perdem recursos. “Não há gestão em lan house. Eles comem depreciação e acham que estão ganhando dinheiro”, lamenta.
Naturalmente, a Brasscom mira na ampliação do mercado potencial de fabricantes de equipamentos e, especialmente, fornecedores de software. Mas sustenta que o reforço na sustentabilidade das lan houses traria benefícios diretos ao país.
“A formalização da lan house representa uma grande modernização para o país, em termos de tecnologia, de financiamento, de redução da pirataria, além de colocarmos na economia formal quase 200 mil pessoas”, afirma Wortsman. “Na hora que elas forem legais, certamente os fornecedores de software terão preços simbólicos”, conclui.
sábado, 1 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
RAIO BRASIL CRIA WIKIMAPP DAS LAN HOUSES
Fonte: Comunique-se.com - RJ
Mapa Vivo das Lan Houses é lançado no Raio Brasil, nesta quarta-feira (28/03). Esse wikimapp, derivado da plataforma Google Maps, se baseia em um conceito colaborativo da Internet, o wiki, através do qual o conhecimento é constituído coletivamente, a partir de informações postas por indivíduos sobre um conteúdo comum.
Para que sejam mapeados os centros de acesso de todas as regiões do País, o Raio Brasil adaptou a ferramenta a fim de registrar informações relacionadas a esses estabelecimentos. O mapa, além de permitir o endereçamento, possibilita que os empresários publiquem dados de suas lan houses, como o nome, produtos e serviços ofertados e contatos via telefonia e e-mail.
"O fato de uma lan house estar no mapa abre uma série de oportunidades para ela. A população vai poder encontrar os serviços específicos que quiserem através do mapeamento georreferenciado", diz Marcelo Pimenta, o consultor do Sebrae que trabalha no projeto.
Neste primeiro momento, as lan houses vêm sendo somente localizadas e registradas no mapa. Mas dentro de alguns meses, os estabelecimentos passarão a receber badges (como medalhas), em função de três qualificações consideradas pelo Raio: ponto de atendimento do Sebrae; boa qualidade dos produtos e serviços oferecidos; e respeito ao código de conduta do movimento Lan Legal – iniciativa promovida por várias entidades, entre elas o CDI Lan, a ABCID e o Sebrae. Futuramente, outros badges poderão ser implementados, para sinalizar a disponibilidade de conteúdos e parcerias nos centros de acesso, por exemplo.
Os locais que atenderem a essas expectativas serão certificados para fazer o atendimento Sebrae via Internet. "O mapa é estratégico, pois vai localizar e dizer quais são as lan houses comprometidas com educação, responsabilidade social, serviços do governo [e-gov], etc.", afirma Pimenta. Uma das características já disponíveis no mapa é a capacidade de o usuário avaliar (rating) os estabelecimentos e fazer comentários sobre eles.
Em constante fase beta, o Mapa Vivo das Lan Houses já conta com cerca de quarenta estabelecimentos identificados em seu georreferenciamento, a maior parte concentrada na região sudeste do País. Esses centros de acesso foram colocados no mapa pela equipe do Raio Brasil, mas a partir do lançamento os registros serão feitos pelos próprios donos de lan houses.
SOBRE O RAIO
O Raio Brasil é uma rede social de articulação voltada para o empreendedorismo e desenvolvimento social, a partir do mercado brasileiro de lan houses. O objetivo é promover a sustentabilidade sócio-econômica dos centros públicos de acesso pago (como define as lan houses o Comitê Gestor da Internet – CGI).
A meta estabelecida pelo Sebrae é que o Raio realize 500 mil atendimentos online até fevereiro de 2011. Esses atendimentos valem tanto para os proprietários de lan houses quanto a quaisquer cidadãos.
A idéia de consolidar os centros de acesso a computadores e Internet está diretamente apontada para o desenvolvimento das comunidades que, atualmente, fazem o uso desses estabelecimentos. O negócio lan house é um dos maiores agentes para a inclusão digital no Brasil, e responde por 45% da população brasileira que acessa o mundo digital, segundo o CGI.
CRÉDITOS
A ferramenta utilizada como base pelo Raio Brasil, na criação do Mapa Vivo das Lan Houses, foi idealizada pelo professor Vasco Furtado, da Universidade Federal do Ceará (UFCE). Ele elaborou a idéia de wikimapps, utilizando-se da plataforma Google Maps.
Na programação de Furtado, é possível georreferenciar locais, idéias ou fatos – vide o exemplo do comentado WikiCrimes, no qual são apontadas coletivamente regiões violentas de todo o País.
Mapa Vivo das Lan Houses é lançado no Raio Brasil, nesta quarta-feira (28/03). Esse wikimapp, derivado da plataforma Google Maps, se baseia em um conceito colaborativo da Internet, o wiki, através do qual o conhecimento é constituído coletivamente, a partir de informações postas por indivíduos sobre um conteúdo comum.
Para que sejam mapeados os centros de acesso de todas as regiões do País, o Raio Brasil adaptou a ferramenta a fim de registrar informações relacionadas a esses estabelecimentos. O mapa, além de permitir o endereçamento, possibilita que os empresários publiquem dados de suas lan houses, como o nome, produtos e serviços ofertados e contatos via telefonia e e-mail.
"O fato de uma lan house estar no mapa abre uma série de oportunidades para ela. A população vai poder encontrar os serviços específicos que quiserem através do mapeamento georreferenciado", diz Marcelo Pimenta, o consultor do Sebrae que trabalha no projeto.
Neste primeiro momento, as lan houses vêm sendo somente localizadas e registradas no mapa. Mas dentro de alguns meses, os estabelecimentos passarão a receber badges (como medalhas), em função de três qualificações consideradas pelo Raio: ponto de atendimento do Sebrae; boa qualidade dos produtos e serviços oferecidos; e respeito ao código de conduta do movimento Lan Legal – iniciativa promovida por várias entidades, entre elas o CDI Lan, a ABCID e o Sebrae. Futuramente, outros badges poderão ser implementados, para sinalizar a disponibilidade de conteúdos e parcerias nos centros de acesso, por exemplo.
Os locais que atenderem a essas expectativas serão certificados para fazer o atendimento Sebrae via Internet. "O mapa é estratégico, pois vai localizar e dizer quais são as lan houses comprometidas com educação, responsabilidade social, serviços do governo [e-gov], etc.", afirma Pimenta. Uma das características já disponíveis no mapa é a capacidade de o usuário avaliar (rating) os estabelecimentos e fazer comentários sobre eles.
Em constante fase beta, o Mapa Vivo das Lan Houses já conta com cerca de quarenta estabelecimentos identificados em seu georreferenciamento, a maior parte concentrada na região sudeste do País. Esses centros de acesso foram colocados no mapa pela equipe do Raio Brasil, mas a partir do lançamento os registros serão feitos pelos próprios donos de lan houses.
SOBRE O RAIO
O Raio Brasil é uma rede social de articulação voltada para o empreendedorismo e desenvolvimento social, a partir do mercado brasileiro de lan houses. O objetivo é promover a sustentabilidade sócio-econômica dos centros públicos de acesso pago (como define as lan houses o Comitê Gestor da Internet – CGI).
A meta estabelecida pelo Sebrae é que o Raio realize 500 mil atendimentos online até fevereiro de 2011. Esses atendimentos valem tanto para os proprietários de lan houses quanto a quaisquer cidadãos.
A idéia de consolidar os centros de acesso a computadores e Internet está diretamente apontada para o desenvolvimento das comunidades que, atualmente, fazem o uso desses estabelecimentos. O negócio lan house é um dos maiores agentes para a inclusão digital no Brasil, e responde por 45% da população brasileira que acessa o mundo digital, segundo o CGI.
CRÉDITOS
A ferramenta utilizada como base pelo Raio Brasil, na criação do Mapa Vivo das Lan Houses, foi idealizada pelo professor Vasco Furtado, da Universidade Federal do Ceará (UFCE). Ele elaborou a idéia de wikimapps, utilizando-se da plataforma Google Maps.
Na programação de Furtado, é possível georreferenciar locais, idéias ou fatos – vide o exemplo do comentado WikiCrimes, no qual são apontadas coletivamente regiões violentas de todo o País.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Cresce o debate sobre a legalidade das LAN Houses no Brasil.
Para especialistas, ao mesmo tempo em que esses estabelecimentos são facilitadores à inclusão digital e social no país, sua ilegalidade é uma arma para o cybercrime.
A discussão entre especialistas sobre a formalização legal das LAN Houses e a responsabilidade social de seus proprietários ganha força no Brasil, já que, depois das residências, esses estabelecimentos comerciais são o lugar de onde o brasileiro mais acessa a internet; dados do IBGE indicam que 35,2% dos internautas do país usam a web por LAN Houses e só perdem para o acesso residencial, com 57,1%. O debate gira também em torno da questão sobre o quanto esses estabelecimentos comerciais podem auxiliar no processo de inclusão digital e social. Afinal, as Lan Houses ajudam nesse processo ou aumentam os riscos de superexposição de crianças e adolescentes, sendo mais um meio de acesso para a criminalidade online?
Para Patricia Peck, advogada especializada em direito digital, as LAN Houses devem ser encaradas como facilitadoras da inclusão digital. “Elas devem ser regulamentadas por leis nacionais para não haver concorrência em locais com leis e sem leis”, explica. “Para a proteção dos jovens, o caminho é a conscientização e educação digital por parte de todos. O perigo, na maioria das vezes, está em casa diante dos próprios pais”, diz Peck.
Visando impedir que vários tipos de crimes pela internet sejam feitos nesses locais, , entre eles a pornografia infantil, tramita na Câmara Legislativa o Projeto de Lei 4.361/04, que exige a classificação indicativa de jogos eletrônicos e o cadastro dos usuários de internet em LAN Houses. A determinação do projeto é que o cadastro deve ter o nome completo e o número do registro de identidade do internauta. O computador em que é feito o acesso também deve ser registrado, com data e horário de início e término da conexão.
Alguns estados brasileiros já têm leis que regulamentam o uso de LAN Houses. No estado de São Paulo elas precisam manter um cadastro detalhado de seus usuários, com endereço, horário e PC utilizado e devem barrar menores de 18 anos após a meia-noite. Jovens entre 12 e 16 anos só podem utilizar o serviço com acompanhamento ou permissão escrita dos pais.
O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, defendeu no começo deste mês, o uso das LAN houses para ampliar e qualificar o acesso à internet pela população. Manevy pleiteia ainda que o Vale-Cultura, no valor mensal de R$ 50,00 para trabalhadores com até cinco salários mínimo, possa ser usado nas LAN Houses. A proposta do Vale-Cultura (PL 5798/09) foi aprovada na Câmara e no Senado, mas está em tramitação novamente na Câmara porque os senadores fizeram emendas ao projeto.
Para o CDI, Comitê para Democratização da Internet, as LAN Houses são um importante meio de disseminação de cultura e tecnologia e capazes de levar o mundo tecnológico à população de classes C, D e E. “Estima-se que existem, no mínimo, 100 mil LAN Houses espalhadas pelo Brasil. É possível hoje encontrar esses estabelecimentos do interior do sertão nordestino às grandes capitais, dos bairros nobres às favelas espalhadas pelo país”, ressalta Rafael Pires, analista de projetos do CDI em São Paulo.
Pires, que já foi dono de uma LAN House, diz que o maior problema desse tipo de comércio é a generalização. “Existem cabines do sexo espalhadas por São Paulo, por exemplo, que exibem em suas fachadas o nome de LAN House, mas oferecem sexo virtual. Isso denigre a imagem de estabelecimentos sérios, que tentam levar a inclusão digital para quem ainda não pode pagar por um computador, ou até mesmo para o acesso à internet de pessoas que estão em outras cidades a passeio ou a trabalho e que não possuem um notebook, mas precisam entrar na rede”, completa o analista.
Para auxiliar LAN Houses a formalizar o negócio legalmente e a levar conduta de responsabilidades social e digital, o CDI, em parceria com o SEBRAE e com a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), criou a divisão CDI-Lan, projeto que visa a padronização das Leis brasileiras e um código de conduta para que estes empreendedores tenham consciência das suas responsabilidades. “Precisamos trazer os donos das LAN Houses para a legalidade. A falta de informação, principalmente em locais de baixa renda, faz com que esses empreendedores trabalhem de maneira informal e sem a responsabilidade social e digital necessárias para esse tipo de comércio”, conclui Pires.
A discussão entre especialistas sobre a formalização legal das LAN Houses e a responsabilidade social de seus proprietários ganha força no Brasil, já que, depois das residências, esses estabelecimentos comerciais são o lugar de onde o brasileiro mais acessa a internet; dados do IBGE indicam que 35,2% dos internautas do país usam a web por LAN Houses e só perdem para o acesso residencial, com 57,1%. O debate gira também em torno da questão sobre o quanto esses estabelecimentos comerciais podem auxiliar no processo de inclusão digital e social. Afinal, as Lan Houses ajudam nesse processo ou aumentam os riscos de superexposição de crianças e adolescentes, sendo mais um meio de acesso para a criminalidade online?
Para Patricia Peck, advogada especializada em direito digital, as LAN Houses devem ser encaradas como facilitadoras da inclusão digital. “Elas devem ser regulamentadas por leis nacionais para não haver concorrência em locais com leis e sem leis”, explica. “Para a proteção dos jovens, o caminho é a conscientização e educação digital por parte de todos. O perigo, na maioria das vezes, está em casa diante dos próprios pais”, diz Peck.
Visando impedir que vários tipos de crimes pela internet sejam feitos nesses locais, , entre eles a pornografia infantil, tramita na Câmara Legislativa o Projeto de Lei 4.361/04, que exige a classificação indicativa de jogos eletrônicos e o cadastro dos usuários de internet em LAN Houses. A determinação do projeto é que o cadastro deve ter o nome completo e o número do registro de identidade do internauta. O computador em que é feito o acesso também deve ser registrado, com data e horário de início e término da conexão.
Alguns estados brasileiros já têm leis que regulamentam o uso de LAN Houses. No estado de São Paulo elas precisam manter um cadastro detalhado de seus usuários, com endereço, horário e PC utilizado e devem barrar menores de 18 anos após a meia-noite. Jovens entre 12 e 16 anos só podem utilizar o serviço com acompanhamento ou permissão escrita dos pais.
O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, defendeu no começo deste mês, o uso das LAN houses para ampliar e qualificar o acesso à internet pela população. Manevy pleiteia ainda que o Vale-Cultura, no valor mensal de R$ 50,00 para trabalhadores com até cinco salários mínimo, possa ser usado nas LAN Houses. A proposta do Vale-Cultura (PL 5798/09) foi aprovada na Câmara e no Senado, mas está em tramitação novamente na Câmara porque os senadores fizeram emendas ao projeto.
Para o CDI, Comitê para Democratização da Internet, as LAN Houses são um importante meio de disseminação de cultura e tecnologia e capazes de levar o mundo tecnológico à população de classes C, D e E. “Estima-se que existem, no mínimo, 100 mil LAN Houses espalhadas pelo Brasil. É possível hoje encontrar esses estabelecimentos do interior do sertão nordestino às grandes capitais, dos bairros nobres às favelas espalhadas pelo país”, ressalta Rafael Pires, analista de projetos do CDI em São Paulo.
Pires, que já foi dono de uma LAN House, diz que o maior problema desse tipo de comércio é a generalização. “Existem cabines do sexo espalhadas por São Paulo, por exemplo, que exibem em suas fachadas o nome de LAN House, mas oferecem sexo virtual. Isso denigre a imagem de estabelecimentos sérios, que tentam levar a inclusão digital para quem ainda não pode pagar por um computador, ou até mesmo para o acesso à internet de pessoas que estão em outras cidades a passeio ou a trabalho e que não possuem um notebook, mas precisam entrar na rede”, completa o analista.
Para auxiliar LAN Houses a formalizar o negócio legalmente e a levar conduta de responsabilidades social e digital, o CDI, em parceria com o SEBRAE e com a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), criou a divisão CDI-Lan, projeto que visa a padronização das Leis brasileiras e um código de conduta para que estes empreendedores tenham consciência das suas responsabilidades. “Precisamos trazer os donos das LAN Houses para a legalidade. A falta de informação, principalmente em locais de baixa renda, faz com que esses empreendedores trabalhem de maneira informal e sem a responsabilidade social e digital necessárias para esse tipo de comércio”, conclui Pires.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Mais qualidade para as lan houses
Fonte: O Nortão Online - RO
Projeto do Sebrae e do CDI qualificará micro e pequenos empresários do segmento, incluindo base para ensino à distância
Brasília - A popularização dos computadores está mudando o pensamento dos proprietários de lan houses sobre a forma de atuar no mercado. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI) de 2007 mostra que 49% dos acessos à rede são realizados nesses estabelecimentos. O CGI é um órgão governamental criado para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços internet no país.
Estima-se que existam no Brasil 110 mil lan houses, com um público usuário de cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com o Comitê para Democratização da Internet (CDI). Mas os dados a respeito das lan houses ainda são incipientes pelo grande nível de informalidade do setor, 90%. A maioria é micro e pequenas empresas, que sofrem pelo preconceito, o desconhecimento da atividade e a legislação muitas vezes inadequada.
Um projeto-piloto, lançado na semana passada em São Paulo pelo Sebrae e o CDI, visa exatamente levantar informações sobre o setor e levar conhecimento em gestão e formalização aos proprietários. O Sebrae-CDI-Lan já foi lançado no Rio de Janeiro na semana passada e será estendido para duas cidades do Pará (Marabá e Parauapebas) esta semana.
A fase piloto vai durar quatro meses. O Sebrae-CDI-Lan está apoiado em três ações principais: mapeamento das lan houses no estado, capacitação sobre gestão empresarial e formalização e divulgação e utilização dos produtos Sebrae por lan houses credenciadas. "O projeto mostra que a lan house pode ser um centro de aprendizado, popularizando os recursos da tecnologia da informação. É preciso aproveitar essa grande diversidade de entretenimento e lazer para gerar conhecimento e inclusão social", diz Márcia Matos, coordenadora do projeto no Sebrae.
Ética
Para alcançar este objetivo, as lan houses têm de seguir um código de conduta ética e estar preparadas para oferecer cursos e serviços, investindo em capacitação, orientação e empreendedorismo. Até o fim deste ano, o Sebrae pretende credenciar 400 empresas. "Queremos empreendimentos que estejam totalmente legalizados, com bom gerenciamento, cujosproprietários tenham feito cursos do Sebrae e que conheçam o universo das micro e pequenas e empresas", esclarece.
A partir do credenciamento, as lan houses poderão oferecer todos os cursos de educação a distância, o atendimento online do Sebrae e todos os serviços que estão instalados na plataforma web, como o Bolsa de Negócios e a Feira do Empreendedor Online. A previsão é que no segundo semestre deste ano a maioria dos estados já estejam integrados ao projeto, que conta com as parcerias do UOL, Webjet, entre outros.
Projeto do Sebrae e do CDI qualificará micro e pequenos empresários do segmento, incluindo base para ensino à distância
Brasília - A popularização dos computadores está mudando o pensamento dos proprietários de lan houses sobre a forma de atuar no mercado. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI) de 2007 mostra que 49% dos acessos à rede são realizados nesses estabelecimentos. O CGI é um órgão governamental criado para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços internet no país.
Estima-se que existam no Brasil 110 mil lan houses, com um público usuário de cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com o Comitê para Democratização da Internet (CDI). Mas os dados a respeito das lan houses ainda são incipientes pelo grande nível de informalidade do setor, 90%. A maioria é micro e pequenas empresas, que sofrem pelo preconceito, o desconhecimento da atividade e a legislação muitas vezes inadequada.
Um projeto-piloto, lançado na semana passada em São Paulo pelo Sebrae e o CDI, visa exatamente levantar informações sobre o setor e levar conhecimento em gestão e formalização aos proprietários. O Sebrae-CDI-Lan já foi lançado no Rio de Janeiro na semana passada e será estendido para duas cidades do Pará (Marabá e Parauapebas) esta semana.
A fase piloto vai durar quatro meses. O Sebrae-CDI-Lan está apoiado em três ações principais: mapeamento das lan houses no estado, capacitação sobre gestão empresarial e formalização e divulgação e utilização dos produtos Sebrae por lan houses credenciadas. "O projeto mostra que a lan house pode ser um centro de aprendizado, popularizando os recursos da tecnologia da informação. É preciso aproveitar essa grande diversidade de entretenimento e lazer para gerar conhecimento e inclusão social", diz Márcia Matos, coordenadora do projeto no Sebrae.
Ética
Para alcançar este objetivo, as lan houses têm de seguir um código de conduta ética e estar preparadas para oferecer cursos e serviços, investindo em capacitação, orientação e empreendedorismo. Até o fim deste ano, o Sebrae pretende credenciar 400 empresas. "Queremos empreendimentos que estejam totalmente legalizados, com bom gerenciamento, cujosproprietários tenham feito cursos do Sebrae e que conheçam o universo das micro e pequenas e empresas", esclarece.
A partir do credenciamento, as lan houses poderão oferecer todos os cursos de educação a distância, o atendimento online do Sebrae e todos os serviços que estão instalados na plataforma web, como o Bolsa de Negócios e a Feira do Empreendedor Online. A previsão é que no segundo semestre deste ano a maioria dos estados já estejam integrados ao projeto, que conta com as parcerias do UOL, Webjet, entre outros.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Projeto pretende usar lan houses como base para ensino a distância
Fonte: Agrosoft - MG
A popularização dos computadores está mudando o pensamento dos proprietários de lan houses sobre a forma de atuar no mercado. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) de 2007 mostra que 49% dos acessos à rede são realizados nesses estabelecimentos. O CGI.br é um órgão governamental criado para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços internet no país. Leia também: Maioria das micro e pequenas empresas não explora as redes sociais.
Estima-se que existam no Brasil 110 mil lan houses, com um público usuário de cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com o Comitê para Democratização da Internet (CDI). Mas os dados a respeito das lan houses ainda são incipientes pelo grande nível de informalidade do setor, 90%. A maioria é micro e pequenas empresas, que sofrem pelo preconceito, o desconhecimento da atividade e a legislação muitas vezes inadequada.
Um projeto-piloto, lançado no dia 30 de março de 2010, em São Paulo, pelo Sebrae e o CDI, visa exatamente levantar informações sobre o setor e levar conhecimento em gestão e formalização aos proprietários. O Sebrae-CDI-Lan já foi lançado no Rio de Janeiro e será estendido para duas cidades do Pará (Marabá e Parauapebas).
A fase piloto vai durar quatro meses. O Sebrae-CDI-Lan está apoiado em três ações principais: mapeamento das lan houses no Estado, capacitação sobre gestão empresarial e formalização e divulgação e utilização dos produtos Sebrae por lan houses credenciadas.
"O projeto mostra que a lan house pode ser um centro de aprendizado, popularizando os recursos da tecnologia da informação. É preciso aproveitar essa grande diversidade de entretenimento e lazer para gerar conhecimento e inclusão social", diz Márcia Matos, coordenadora do projeto no Sebrae.
Para alcançar este objetivo, as lan houses têm de seguir um código de conduta ética e estar preparadas para oferecer cursos e serviços, investindo em capacitação, orientação e empreendedorismo. Até o final de 2010, o Sebrae pretende credenciar 400 empresas.
"Queremos empreendimentos que estejam totalmente legalizados, com bom gerenciamento, cujos proprietários tenham feito cursos do Sebrae e que conheçam o universo das micro e pequenas e empresas", esclarece.
A partir do credenciamento, as lan houses poderão oferecer todos os cursos de educação a distância, o atendimento online do Sebrae e todos os serviços que estão instalados na plataforma web, como o Bolsa de Negócios e a Feira do Empreendedor Online. A previsão é que no segundo semestre deste ano a maioria dos Estados já estejam integrados ao projeto, que conta com as parcerias do UOL, Webjet, entre outros.
O empresário Felipe Baldino, 25 anos, está atento para isso. O público de sua lan house, a Virtual Guelffy, instalada na comunidade Terceira Divisão, na região de São Mateus, extremo leste de São Paulo, é de pequenos empresários que utilizam o ambiente como escritório virtual durante o dia.
"São pessoas que recebem e-mails, mandam e recebem fax e não possuem computador em casa ou um escritório formal. Muitos são informais que atuam no mercado de trabalho", descreve. Cerca de 100 pessoas circulam diariamente na Virtual Guelffy. "Trabalhei como autônomo, fazendo todo o tipo de bico. Na lan house, eu me sinto um agente transformador da minha comunidade, que é uma região excluída do desenvolvimento", afirma.
CONHECIMENTO
A empresária Sueli de Camilo, da Praia Grande, litoral paulista, sabe bem a importância do conhecimento. Com cinco anos de mercado e 30 computadores em sua lan house, Sueli já passou por poucas e boas. "Estou totalmente legalizada e trabalho de acordo com a legislação. Por estar na praia, o meu maior faturamento vem do período de férias. Durante o resto do ano preciso correr atrás de parcerias".
Sueli reclama da falta de mão de obra capacitada para trabalhar com este tipo de negócio. "Trabalhamos com um público muito jovem e o atendimento precisa ser qualificado". A empresária já fez vários cursos do Sebrae, entre eles, o Empretec, e agora está qualificando seus empregados.
Para conhecer mais sobre o projeto, é possível acessar o site do CDI-Lan ou blog do Sebrae ou a Rede de Atendimento, Informação e Orientação e se cadastrar.
A popularização dos computadores está mudando o pensamento dos proprietários de lan houses sobre a forma de atuar no mercado. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) de 2007 mostra que 49% dos acessos à rede são realizados nesses estabelecimentos. O CGI.br é um órgão governamental criado para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços internet no país. Leia também: Maioria das micro e pequenas empresas não explora as redes sociais.
Estima-se que existam no Brasil 110 mil lan houses, com um público usuário de cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com o Comitê para Democratização da Internet (CDI). Mas os dados a respeito das lan houses ainda são incipientes pelo grande nível de informalidade do setor, 90%. A maioria é micro e pequenas empresas, que sofrem pelo preconceito, o desconhecimento da atividade e a legislação muitas vezes inadequada.
Um projeto-piloto, lançado no dia 30 de março de 2010, em São Paulo, pelo Sebrae e o CDI, visa exatamente levantar informações sobre o setor e levar conhecimento em gestão e formalização aos proprietários. O Sebrae-CDI-Lan já foi lançado no Rio de Janeiro e será estendido para duas cidades do Pará (Marabá e Parauapebas).
A fase piloto vai durar quatro meses. O Sebrae-CDI-Lan está apoiado em três ações principais: mapeamento das lan houses no Estado, capacitação sobre gestão empresarial e formalização e divulgação e utilização dos produtos Sebrae por lan houses credenciadas.
"O projeto mostra que a lan house pode ser um centro de aprendizado, popularizando os recursos da tecnologia da informação. É preciso aproveitar essa grande diversidade de entretenimento e lazer para gerar conhecimento e inclusão social", diz Márcia Matos, coordenadora do projeto no Sebrae.
Para alcançar este objetivo, as lan houses têm de seguir um código de conduta ética e estar preparadas para oferecer cursos e serviços, investindo em capacitação, orientação e empreendedorismo. Até o final de 2010, o Sebrae pretende credenciar 400 empresas.
"Queremos empreendimentos que estejam totalmente legalizados, com bom gerenciamento, cujos proprietários tenham feito cursos do Sebrae e que conheçam o universo das micro e pequenas e empresas", esclarece.
A partir do credenciamento, as lan houses poderão oferecer todos os cursos de educação a distância, o atendimento online do Sebrae e todos os serviços que estão instalados na plataforma web, como o Bolsa de Negócios e a Feira do Empreendedor Online. A previsão é que no segundo semestre deste ano a maioria dos Estados já estejam integrados ao projeto, que conta com as parcerias do UOL, Webjet, entre outros.
O empresário Felipe Baldino, 25 anos, está atento para isso. O público de sua lan house, a Virtual Guelffy, instalada na comunidade Terceira Divisão, na região de São Mateus, extremo leste de São Paulo, é de pequenos empresários que utilizam o ambiente como escritório virtual durante o dia.
"São pessoas que recebem e-mails, mandam e recebem fax e não possuem computador em casa ou um escritório formal. Muitos são informais que atuam no mercado de trabalho", descreve. Cerca de 100 pessoas circulam diariamente na Virtual Guelffy. "Trabalhei como autônomo, fazendo todo o tipo de bico. Na lan house, eu me sinto um agente transformador da minha comunidade, que é uma região excluída do desenvolvimento", afirma.
CONHECIMENTO
A empresária Sueli de Camilo, da Praia Grande, litoral paulista, sabe bem a importância do conhecimento. Com cinco anos de mercado e 30 computadores em sua lan house, Sueli já passou por poucas e boas. "Estou totalmente legalizada e trabalho de acordo com a legislação. Por estar na praia, o meu maior faturamento vem do período de férias. Durante o resto do ano preciso correr atrás de parcerias".
Sueli reclama da falta de mão de obra capacitada para trabalhar com este tipo de negócio. "Trabalhamos com um público muito jovem e o atendimento precisa ser qualificado". A empresária já fez vários cursos do Sebrae, entre eles, o Empretec, e agora está qualificando seus empregados.
Para conhecer mais sobre o projeto, é possível acessar o site do CDI-Lan ou blog do Sebrae ou a Rede de Atendimento, Informação e Orientação e se cadastrar.
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